Escrever o que apetece.

Estes casos fazem-me recordar aquela brincadeira de infância pela qual todos nós já passamos que é tocar à campainha da porta de alguém e fugir. Primeiro, não se conhece a consequência do ato – ou não está ninguém em casa e não acontece nada, ou se a vitima reage prontamente e vem à porta com o rolo da massa – e segundo, revela traços de travessura e de uma “coragem tremenda” que, nos casos que aqui desenvolvo, findam nuns quadradinhos com letras que compõem um teclado. Ou de uma estupidez que simplesmente não se esgota.

E de que casos falo? Perguntam vocês. Dos casos de “bate-papo”, comentários (insultos) de Figuras Públicas e de Marcas nas redes sociais. De se escrever o que apetece.

Estava já há algum tempo para escrever algo sobre isto, onde tinha idealizado primeiro reunir um par de artigos para desenvolver este assunto mas tenho que agradecer desde já ao Sr. João Soares por antecipar este meu momento como também por torná-lo exuberantemente mais fácil.

Nesta 5ª feira, 7 de Abril, o atual ministro da Cultura reagiu no Facebook a dois colunistas do Público (Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente)  que criticaram a sua atuação nestes primeiros meses de liderança da sua pasta. Ora bem, a resposta, como se deveria esperar, não foi feita ao mesmo nível, nem acima, nem abaixo. Foi ao lado. Sem orientação, e como descreve Ricardo Costa, o próprio “deve achar isto o máximo” quando promete distribuir bofetadas a todos os que se metem no seu caminho deixando-o agora completamente desprotegido e debaixo de fogo com este tipo de declarações. Calma aí. Estamos a falar de um ministro? Da cultura? Sim, estamos. Filho de Mário Soares? Também.

É chocante como figuras deste escalão utilizam o seu direito à critica ainda para mais nas redes sociais, onde um post/comentário é algo que tem de ser minimamente estruturado e não é publicado involuntariamente porque se sentou em cima das teclas. Refiro ainda que fiz questão de visitar a página deste senhor e se fizerem o mesmo podem verificar que esta brincadeira já tem mais de 1000 partilhas. Existem páginas no Facebook que lutam meses a fio para conseguirem metade deste número no que toca a seguidores.

Outra situação que para mim é quase um case-studie, que brevemente fará um ano, é a resposta da Telepizza a um cliente insatisfeito no Twitter.

Mandar um amigo hidratar-se regularmente e caminhar pela sombra num escaldante dia de verão onde os termómetros derretem com 40 e tal graus, é de amigo. Mandar um cliente ir pela sombra porque não gosta da Pepsi que veio na sua encomenda ao invés da Coca-Cola é de… sei lá, é realmente difícil descrever. É neste momento que se observa que alguém não está na sua profissão de sonho ou não se informou sobre a plataforma que tinha aberta à sua frente. Esqueceu-se também que estava a falar com quem lhe paga o ordenado. Para não bastar, a conversa não se ficou por ai e houve ainda uma retaliação.

As redes sociais funcionam quase como um vírus e este tipo de histórias não fugiu à regra. Disseminou-se por milhares de cibernautas e por outros tantos media. Bravo.

Mas exemplos há muitos. Mais atrás em 2013 foi a vez da chiquérrima Pepa aliada à Samsung (este aqui um pouco off topic – uma comunicação claramente descabida – mas gosto em particular porque segue a linha dos insólitos que provavelmente desenvolverei no futuro) e da Sumol.

ng3306516

Sim, continuem. Divirtam-se!

AC.

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